E o prêmio de “melhores amigos” vai para: o Céu e sua turma. Estranho? Não acho. O Sol sabe da minha necessidade de calor, e da minha dependência de um dia alegre. Quando a noite chega, e todos os meus problemas resolvem aparecer como uma ferida incurável, a Lua não me deixa sozinha. Ela só se vai ao notar que preciso de um tempo comigo mesma, e, exatamente nessa hora, o Céu se apaga e às vezes até chora, deixando cair o que vocês chamam de chuva.
Não são perfeitos, afinal, todo mundo se enrola um pouco. Mas não lembro a última vez que me abandonaram. Se é que essa vez existiu.

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